
Uma trajetória à frente da indústria do dendê no Pará
Max Yamaguchi, presidente da ecoTauá, foi condecorado com a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em cerimônia realizada em Brasília durante a reunião de diretoria da entidade. A indicação partiu da FIEPA — Federação das Indústrias do Estado do Pará.
A Ordem do Mérito Industrial está entre as principais honrarias concedidas pela indústria brasileira. A CNI a atribui a lideranças empresariais cuja atuação se destaca por inovação, capacidade de liderança e contribuição efetiva para o desenvolvimento industrial do país, critérios que reconhecem construção de longo prazo e não apenas o desempenho pontual.
Da lavoura ao produto acabado: uma indústria construída no Pará
Engenheiro químico de formação, Max Yamaguchi conduziu a estruturação de uma operação industrial verticalizada que integra plantio, extração, refino e processamento do óleo de palma dentro do próprio estado do Pará.
Essa arquitetura é a base da atuação da ecoTauá. É ela que permite entregar às indústrias de alimentos e de cosméticos produtos com rastreabilidade desde a origem, como óleos e gorduras vegetais de palma, óleo de palmiste, estearinas, cremes vegetais, noodle 100% vegetal e derivados, sem que a matéria-prima precise deixar a região para ser transformada.
O que existe hoje como cadeia integrada foi construído em etapas, ao longo de anos, em um setor de capital intensivo, ciclo agrícola longo e exigência técnica alta. Cada elo agregado do campo ao produto final representou uma decisão de industrializar onde a matéria-prima nasce, e não onde seria mais simples operar.
Por que essa escolha importa para a Amazônia
O desafio histórico da economia amazônica é a saída da matéria-prima bruta, com a agregação de valor acontecendo fora da região. A verticalização conduzida por Max Yamaguchi na ecoTauá inverte essa lógica: mantém no Pará o processamento, a tecnologia, a qualificação técnica e os postos de trabalho que a cadeia do dendê é capaz de gerar.
É esse conjunto que a Ordem do Mérito Industrial reconhece, a industrialização responsável da Amazônia tratada como estratégia de negócio, sustentada por investimento e execução, e não como discurso.
O reconhecimento e o que vem depois
Para a ecoTauá, a condecoração reafirma o caminho que a empresa escolheu: transformar o óleo de palma paraense em soluções de alto valor agregado para os setores alimentício e cosmético brasileiros, com origem rastreável e compromisso ambiental.
Parabéns, Max Yamaguchi. O reconhecimento é da sua trajetória — e do time que a construiu junto.








